Islândia (I)

Se a memória não me falha, foi em 2012 que ouvi Valter Hugo Mãe, na Biblioteca Municipal de Ponta Delgada. O caxineiro adotado falou sobre o romance que escrevia no momento, A Desumanização, assumindo-o  como “uma declaração de amor esquisita, mas é a mais sincera declaração de amor aos fiordes do Oeste islandês”.  Se o meu coração já palpitava pela Terra do Fogo e do Gelo através dos Sigur Rós, nessa noite morri de amores pela Islândia e disse para mim: “tenho que lá ir”. Passaram 4 anos até esse dia chegar. Toda a ilusão que tinha criado sobre este país foi um engano. Jamais quaisquer palavras ou fotografias farão jus à magia que esta ilha brota. Ainda antes de lá chegar senti que entrei num buraco e, depois de alguns abanões, caí em cima da Alice e entrei no País das Maravilhas. Lamento Alice!!

Um amigo desafiou-me descrever esta viagem numa frase. Não consigo. Este excerto de A Desumanização fá-lo por mim… “(…) ela achava que deus era o corpo deitado da Islândia (…) Chamávamos-lhe deus ou Islândia sem ter como atribuir a cada nome um significado. As palavras eram inúteis para abordar algo que estava proibido à pequenez humana. Qualquer nome não passava de uma blasfémia, como qualquer ideia que quiséssemos guardar segura acerca da grandeza infinita de deus, da Islândia ou da morte.“.

Vou partilhar, não por ordem cronológica, nesta e nas publicações seguintes, algumas fotos de A Viagem (lembrem-se do que escrevi anteriormente acerca destas).

As de hoje são dedicadas aos glaciares. Infelizmente começa a sentir-se, de um modo cada vez mais significativo, o aquecimento global, sendo os glaciares notórios sofredores.

Iniciem a viagem ao som de:

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Caso tenham alguma curiosidade/questão/dúvida, se puder ajudar, não hesitem… enviem um email. Viajem!! Sonhem!!