“Oh meu amor,…

…anda cá e tira-nos uma fotografia.”

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Sim, eu sei que esta fotografia está longe de ter alguma qualidade, se falarmos em termos técnicos. Confesso que isso pouco me importa… Esta é daquelas que me vai roubar um sorriso, sempre! Há pessoas tão bonitas!

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Trriiiiiim…

O despertador tocou. O Equinócio da Primavera boceja e espreguiça-se.
– Anda lá, acorda!, diz o Solstício de Inverno.
– Tem calma. Só entro às 10h29. Ainda são 10h22!, responde preguiçosamente o Equinócio.
– Tens apenas 7 minutos para te vestires a preceito. Os campos estão ansiosos pela tua cor. A brisa suspira, ansiosamente, pelo teu perfume.
– Calma!! O artista, Henri Matisse, dizia: “Haverá sempre flores para aqueles que as quiserem ver”. Além disso, tenho os próximos 92,79 dias,  no Hemisfério Norte, por minha conta.
– Sim, eu sei. Mas tens uma energia diferente. Aguardam-te sempre com um entusiasmo tão caloroso. Despacha-te!! Restam apenas 2 minutos para a tua entrada.

Nesses escassos minutos, o Sol passa no equador celeste.
São 10h29. Os campos e a brisa gritam, em uníssono: sê bem-vinda, Primavera!

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O Farol

Era uma tarde de inverno. Não chovia, mas o céu estava pesado. Estava frio. O local escolhido para o encontro foi uma árvore vizinha de dois confidentes. Decidimos manter o vazio dos bancos e passear pelo jardim. Enquanto caminhávamos, sorríamos e ríamos como se nos conhecêssemos desde sempre. E talvez seja verdade! Nesse dia não houve silêncios. Falámos, aliás, falámos muito, de (quase) tudo.
Do mesmo modo que a tabela periódica transforma a palavra oxigénio numa letra e num número (O2) e acrescentando uma outra letra este converte-se em água (H2O), na imaginação dela a árvore deu lugar a um farol, como se os iluminasse e serenasse o caminho a percorrer. A partir desse dia, a sua tabela periódica passou a ter mais um símbolo… um farol.
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O poder da música…

Os bidões de óleo transformaram-se em violinos e violoncelos. Com tubos de água e colheres fabricaram flautas. Com embalagens fizeram guitarras. O resultado: “Los Reciclados”, uma orquestra constituída por jovens músicos oriundos de Cateura (Paraguai), um bairro de lata situado no topo de uma montanha de lixo. Nicolás Gómez, um cantoneiro, e Favio Chávez, um músico local, decidiram fabricar instrumentos com materiais reciclados, sendo uns dos objetivos: “educar e sensibilizar o mundo”.

A cultura é uma necessidade básica. A música pode mudar vidas. Apesar de muitas pessoas terem condições desfavoráveis na vida, não podem deixar de sonhar. Não ter nada, não é desculpa para não fazer nada.

The world sends us garbage. We send back music.”
Favio Chávez, diretor da Orquestra de Instrumentos Reciclados Cateura

 

 

 

 

Libelinhas para todos…

Infelizmente, muitas vezes damos por nós a:

“… regar flores de plástico, é isso que fazemos. Temos coisas que não servem para nada. É tudo plástico. E nós regamos essas flores e esperamos que cheirem a coisas boas. Mas é plástico. Temos coisas, em vez de tentarmos ser felizes, substituímos a vida por plástico, a felicidade por plástico e o próprio plástico por plástico. Trabalhamos para regar uma vida destas.” (O cultivo de flores de plástico | Afonso Cruz | 2013)

Felizmente, ainda há quem olhe para o lado e veja insetos coloridos, a voar em todos os sentidos, numa explosão de alegria e, quando em repouso, transmitem serenidade. As libelinhas são assim (e não só!). Vamos ao seu encontro…

O significado da libélula é diferente em cada cultura. Tem como principais simbolismos a renovação, força positiva e o poder da vida, em geral. Por exemplo, no Japão a libélula simboliza a luz e novas alegrias. Outros têm a libélula como representante da sorte, da prosperidade, a pureza, a harmonia e a força dos bons.

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