Um bocado de mim II

Raiz quadrada de quatro. Raiz quarta de dezasseis. O produto de oito por um quarto. Ou simplesmente dois. Sim, é verdade!! A Janela está de parabéns! Faz hoje dois anos que “decidi abrir uma parte Da minha Janela para o Mundo”.  Aos que por aqui andam, parabéns! Mas acima de tudo tamanha gratidão.

O encanto pelas janelas…
“Janelas. Podemos abrir. Podemos fechar. Podemos semicerrar. Podemos deixar entrar a luz. Ou fechar, se queremos a escuridão. Podemos entreabrir e sussurrar, em misterioso lusco-fusco. E apreciar o movimento das sombras. Deixá-las lentamente fluir ou brincar com elas. Janelas. Há um sabor apimentado ao saltar a janela. Um cheiro a perigo e um sentir os pés em terreno movediço. Janelas. São muito melhor que portas. São as janelas.”
Palavras | Renata Barbosa
Projeto | Fotografar Palavras

O encanto pelos amigos…
“Há janelas que nos fazem crescer, que nos fazem sonhar, que nos fazem sorrir. Janelas que nos fazem ver para além daquilo que conhecemos, daquilo que sentimos, daquilo que esperamos. Janelas que nos interpelam e desafiam, que nos desassossegam ou confortam. Janelas que nos fazem mexer. Janelas que são como amigos.”
Palavras | Paulo Kellerman

A todos, um abraço especial aos que acreditaram (sempre!) e contribuíram para a continuidade desta Janela, que faz parte de mim.
Que a criança que existe dentro de cada um de nós se conserve e a loucura vá apurando.

Muitos voos e mil sorrisos 🙂

IMG-20180410-WA0024Foto | Born Freee

 

 

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Um bocado de mim

“Sem metáforas, por exemplo, não é muito interessante falar. Eu posso dizer que uma janela é uma janela, mas isso já toda a gente sabe. Com a poesia posso dizer que uma janela é um bocado de mar ou uma cotovia a voar.
Mentiras.
Por vezes são as únicas verdades.
(…)
Uma janela é uma janela, mas uma janela que é um pássaro a voar é uma realidade mais profunda, para lá do vidro, algo que está para além da definição, mas que faz parte dela e que a descreve, ainda que por um breve momento.  Uma janela é muitas coisas e…” (Vamos Comprar um Poeta)

Como é hábito, de manhã, bem cedo, as janelas abriram-se. A brisa, borrifada com um suave aroma de primavera, entrou e fez das suas. Depois de rodopiar pela casa, encostou-se à Janela, soprou uma vela e sussurrou: Parabéns! Fazes hoje um ano.
Foi há um ano que “decidi abrir uma parte Da minha Janela para o Mundo”; foi aqui que, até ao momento, umas quantas imagens se juntaram a uns quantos devaneios teresianos e dançaram ao som das músicas que alimentam a minha alma. O balanço?! Tem sido um desafio crescente, mas leve e sem obrigações (já nos chegam aquelas que são impostas no dia-a-dia),  tal e qual como gosto. Funciona (quase) como uma terapia. Vou fazer por melhorar, mantendo a simplicidade que tanto me apraz.

Como forma de agradecimento, aos que espreitaram por esta Janela, partilho duas frases que repito todos os dias, como se de orações se tratassem:

“Viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias.” (Flores)

“Tenho milhas a percorrer antes de dormir.” (Vamos Comprar um Poeta)

A todos, sem qualquer exceção, a minha gratidão. Um abraço especial e um sorriso aos que acreditaram (sempre!) e contribuíram para o primeiro aniversário desta Janela, que me é tão especial.
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P.S. As frases partilhadas são do escritor Afonso Cruz

E assim acontece…

E porque não hoje?! Maio parece-me um bom mês, não fosse este o mês de algumas grandes “peças do puzzle” que formam o meu coração e ser. Vem hoje ao mundo um projeto que surgiu, incialmente, em conversa com um amigo – “e porque não crias um blogue?!” – e que, ao longo de dois anos, tem vindo a ser temperado, cozinhado e retificado. Não, fiquem descansados, não é um blogue de culinária. Para ser sincera não sei muito bem como definir este projeto, mas vou tentar… Aqui vai… Sendo a fotografia um recente gosto que, aliado à escrita (aqueles devaneios ‘teresianos’ que vou tendo de quando em vez) e ainda à música, resultam em três grandes paixões que me acompanham diariamente e é a partir destas que decidi abrir uma parte “Da minha Janela para o Mundo”. Ora espreitem…