Resiliência humana

Hoje em dia inúmeras aldeias portuguesas dão lugar ao abandono. Algumas casas estão fechadas. Outras desamparadas. Os pouco habitantes que por lá subsistem vivem de memórias. Ouço com atenção a Dona Irene contar que tem dois filhos e, algo confusa quanto ao número de netos, conclui que é avó de dois meninos e uma menina. Partiram em busca de uma vida melhor.
Cabaços tem apenas dois moradores. As galinhas e os patos passeiam pelos caminhos e fitam o olhar, pois não passamos de uns intrusos. O cheiro intenso a animal (e não só) perfuma a aldeia deserta.
– Quando precisa de algo, a que localidade se dirige? E quanto tempo demora?
– Arouca. Quanto tempo?! Não sei quanto é, mas é muito.

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